"No moinho"

24.03.09

 Com uma breve pesquisa descobri isto na web sobre " No moinho" de Eça de Queiros.

 Decidi fazer esta pesquisa com a finalidade de ajudar os meus colegas e a mim mesmo a compreender melhor esta obra que iremos analizar.

 

No moinho (Conto), de Eça de Queirós
Com enredo muito parecido com o de O primo Basílio, em uma linha acentuadamente naturalista, o conto No Moinho tem um problema relativo à construção da protagonista. A falta de coerência marca a trajetória que vai da “senhora modelo”, que vive para cuidar do marido inválido e dos filhos doentes, à mulher promíscua, que pensa em apressar a morte do marido e deixa os filhos sujos e sem comida até tarde. Toda esta transformação de caráter provocada pelo simples beijo de um primo.

Apesar da variedade temática, pode-se perceber no conto de Eça uma grande preocupação com as dores humanas. Seus personagens são em geral tristes, alguns céticos, outros ingênuos, mas sempre atormentados.

Neste conto como em outros, os eventos surgem no discurso narrativo seguindo a sua ordem cronológica.

Os eventos são relatados linearmente, delineando três situações diferentes para a personagem protagonista:

— a da enfermeira zelosa;
— aquela em que conhece e se apaixona por Adrião;
— aquela em que se entrega a leituras românticas desencadeadoras de imaginários falsos e perniciosos.

O final adúltero é a consequência lógica e determinística deste percurso. O elemento desencadeador da ação é Adrião, cuja chegada vem alterar o decorrer monótono, mas pacífico, da vida de D. Maria da Piedade, causando diferentes atitudes e comportamentos. A sua visita instaura o conflito necessário à narrativa.

O espaço e o tempo da história — uma vila de província e um tempo contemporâneo — são facilmente reconhecíveis pelo leitor, porque se apresentam idênticos à sua própria vivência.

No moinho é um conto que prescreve que o leitor imagine aquela história como verdadeira. Trata-se de uma forma específica de desencadear o imaginar muito utilizada pela ficção realista.

Personagens principais

D. Maria da Piedade - protagonista. Caracterizada como "uma loura, de perfil fino, a pele ebúrnea, e os olhos escuros de um tom de violeta, a que as pestanas longas escureciam mais o brilho sombrio e doce", surge no início do conto com a imagem angélica de mulher sacrificada e dedicada às doenças do marido e dos filhos, vivendo isolada do mundo e da vida social. A chegada de Adrião, primo do marido, modifica esta existência: uma fugaz atração sentimental por essa figura viril e atrativa induz Maria da Piedade num "romantismo mórbido" que a leva ao adultério.

Adrião: primo de João Coutinho, é escritor famoso e homem público. Adrião projeta, sobre a vila em que vive D. Maria da Piedade a sua fama de "herói de Lisboa, amado das fidalgas, impetuoso e brilhante, destinado a uma alta situação no Estado". Também por isso, a sua figura viril e sedutora atrai Maria da Piedade a uma fugaz aventura, resultado de um comportamento masculino de índole donjuanesca.

Enredo

A história do conto No Moinho é composta pela narração de parte da vida de D. Maria da Piedade, uma senhora modelo, loira e linda, casada com João Coutinho — rico mas entrevado —, que toma conta da sua casa, trata das doenças do marido e dos filhos, agindo como uma zelosa enfermeira. A chegada de Adrião, primo do marido, que embora seja romancista é caracterizado como um homem robusto, vem alterar a rotina deste modo de viver. Depois de o ajudar a vender uma propriedade, D. Maria da Piedade vai com ele visitar um moinho velho; e Adrião, cortejando a prima, fala-lhe de uma vida a dois, ali, no moinho, e dá-lhe um beijo. Adrião parte logo para Lisboa, mas esta experiência leva D. Maria da Piedade a imaginar um outro modo de vida. Começa a ler romances e a não cuidar dos seus doentes. Envolvida num "romanticismo mórbido", acaba por cometer adultério com o sebento praticante da botica.

 

 
publicado por Xipsi às 20:29

O poema que mais gosto

24.03.09

A vida

A vida é uma incógnita moldável…
Uma incógnita nos acontecimentos,
Uma incógnita ate nos nossos próprios pensamentos!
Na vida nada podemos conceber,
Devemos apenas viver…
E como é viver bem?
Viver bem é sermos nos próprios,
Seguindo sempre os nossos horizontes…
Apesar dos cruzamentos,
Que nos possam surgir em certos momentos!
Cruzamentos provenientes de maldades do inimigo,
Cruzamentos que tentam tirar-nos o sentido…
Os nossos passos devem ser dados sem olhar para a multidão,
O nosso ser pode ser a melhor sensação.
E um dia o sol brilhará,
Da maneira menos esperada,
Da maneira jamais idealizada…
Não deixes a maldade entrar no teu mundo,
Vive o bem em qualquer segundo
E acordarás um dia feliz  por tudo aquilo que deixaste na mente de qualquer ser,
Acordarás e perceberás o que é afinal viver!
publicado por Xipsi às 20:25

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  • bom demais mas a alcoviteira era uma rapariga
  • Falta o enforcado, assim não tem muito jeito.
  • Eu queria saber a caracterização do anjo, pois na ...
  • Olha muito bom cabrões
  • A Brízida Vaz tem como destino final a barca do di...
  • Obrigado vou ter teste daqui a 10 horas espero qe ...
  • falta o enforcado
  • Excelente síntese a melhor que encontrei na net......
  • A historia nem e assim!!!
  • Senti falta do enforcado :c

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