Uma Aventura em Macau

29.04.08

Adorei o nº35 da famosa colecção de Uma Aventura. Que foi escrito por:

 -Ana Maria Magalhães

 -Isabel Alçada

 

Resumo/apresentação:

 Macau fica na China. E na China é tudo diferente. Quando o grupo é seleccionado para esta longa viagem fica delirante. À chegada as coisas complicam-se porque nenhum deles fala chinês, não conseguem comunicar e perdem-se no emaranhado de ruas labirínticas repletas de painéis tão vermelhos e tão dourados que acabam por se tornar assustadores. Quem lhes vale é Tang, um rapaz simpático que se prontifica a servir de guia.
Tudo parecia bem encaminhado quando começam a ser perseguidos por um bando vestido à oriental que os ataca sem motivo e os bombardeia com o número 14, que na China é considerado número de azar, sinal de morte certa.

Excerto do livro:
   

 «Noite alta desembarcaram numa ilhota selvagem das muitas que polvilham a costa sul da China. Já estavam todos acordados mas atordoadíssimos. Limitaram-se a trocar olhares fugidios porque não servia de nada falarem. O cão devia conhecer bem o local. Embrenhou-se na vegetação, correu directo para uma clareira e desatou a farejar troncos e rochas com manifesta alegria. Empurrados pelo cano das espingardas, seguiram também para o mesmo local. Sentaram-se na areia, exaustos. Embora estivesse escuro, aperceberam-se de quem uma reentrância de rocha servia de abrigo aos caixotes. Havia ali outras embalagens, decerto cheias de objectos roubados. Enquanto os homens arrumavam a mercadoria, o cão girava em círculos à volta deles, sem ladrar mas pronto a saltar-lhes em cima se fosse preciso. João abraçara os próprios joelhos e mantinha-se com a cabeça de lado. De vez em quando soltava um assobio ténue e o cão imobilizava-se, arqueando o dorso.
      — Cala-te, João! Se o pões mais nervoso do que ele já está ainda comemos todos pela medida grande.
      Fez de conta que não ouviu e continuou com a sua melodia a intervalos regulares. O cão chegou-se rosnando. Em vez de mostrar medo, João estendeu a mão e pousou-a no areal como quem diz "Morde se quiseres". A atitude de abandono pareceu perturbar o animal. Farejou-os. Os outros seguiam a cena de olhos arregalados. Qual seria a ideia? As gémeas, muito juntas, pareciam uma pessoa com duas caras.
      "Vai dominá-lo", repetiam em pensamentos. "Vai dominá-lo"
      — Laiaf...
      — O que é que o João disse?
      — Não sei. Talvez tenha ouvido o nome do cão em chinês e esteja a tentar chamá-lo.
      Calaram-se, ansiosos por entender a conversa que ele estabelecera com a fera.
      — Laiaf... Laiaf...
      E de novo a musiquinha leve, breve, sugestiva. Conhecendo-lhe os dons, não se admiraram que surtisse efeito. O bicho deixou de rosnar e ficou estático como se estivesse hipnotizado. Fixava-se no estranho rapaz de olhos redondos que emitia sons macios, e sem perceber porquê perdeu a vontade de morrer. Hesitante, estendeu uma pata.
      — Laiaf... pronunciou o João docemente. — Laiaf... Anda cá!
      Aquelas palavras desconhecidas atraíam-no. Estendeu a outra pata e ficou muito perto, de cabeça erguida e língua de fora, mas ainda em posição de alerta.»

(in Uma Aventura em Macau, pp. 174-175)

 

publicado por Xipsi às 11:53

Uma Aventura em França

18.04.08

 Adorei o nº28 da famosa colecção de Uma Aventura em que desta vez o local escolhido foi França, mais precisamente em Paris.

 Que foi escrito por:

  -Ana Maria Magalhães

  -Isabel Alçada

 

 Aqui vos deixo o resumo:

 

 Num programa de intercâmbio de escolas leva o Chico, o Pedro, o João e as gémeas a Paris. Pouco depois de chegarem, rebenta uma bomba.

 Se as investigações não começaram logo foi porque a Teresa e a Luísa perceberam que na casa onde estavam havia jogos de espelhos que funcionavam como passagem secreta para uma divisão oculta... e quiseram ir lá meter o nariz. Bolas de cristal para adivinhar o futuro, um festival de teatro, amigos novos e um cientista louco completam a aventura.

 

E também vos deixo um breve excerto do livro:

 

 «Entusiasmadíssimo estava também o Chico no Museu de Orsay. Seguira o conselho da professora e correra o edifício de alto a baixo ignorando as obras de arte. O que ele queria era ver a estação! E não encontrava palavras para descrever tanto luxo. Apetecia-lhes ter poderes mágicos para fazer desaparecer tudo o que foi acrescentado depois e assistir à chegada de um comboio. De preferência antigo, ruidoso, a fumegar. E um rei de grandes bigodes loiros, à janela, mudo de espanto.

      — Eh pá! Deixa-te agora de comboios — Insistia o Pedro. — Que diabo, não és capaz de apreciar um museu?

      — Não. Não gosto.

      Embora contrafeito, acabou por seguir os amigos e a certa altura estacou diante de um quadro magnífico. A tela apresentava um grupo sentado ao ar livre. Os homens estavam vestidos e as mulheres nuas ou seminuas. E tinha o nome de Almoço na Relva.

      — Ora aqui está a época em que eu gostava de ter vivido.

      — Porquê?

      — Porque os passeios ao campo eram muito originais. Os homens iam vestidos e as mulheres nuas. Deviam ser cá uns piqueniques!

      — Endoideceste?

      — A professora é que disse, não te lembras? Os quadros variam conforme a época em que foram feitos. Se ele pintou assim, por algum motivo foi...

      A partir daí só disse disparates. Aproximava-se das raparigas bonitas e murmurava em português:

      — Gostava muito de as convidar para um "almoço na relva"...

      Se lhe sorriam, mostrava-se triunfante:

      — Vês? Aceitou!»

 

publicado por Xipsi às 16:18

Glossário De Teatro

11.04.08
Cenário
Lugar onde decorre a acção. O cenário pode ser construído em tela ou em outros materiais e situa o espectador na época e no lugar em que a história se passa.
 
Comédia
Peça de teatro de crítica social. O seu objectivo é fazer rir o espectador.
 
Peça
Texto que serve de base à representação.
 
Teatro
Lugar onde se representam peças de teatro; conjunto das obras dramáticas de um autor ou de um país; arte de representar; profissão de actor ou de actriz; fingimento.
 
Acção
Assunto, enredo, intriga, história(s) de uma peça e teatro.
 
Acto
Cada uma das divisões de uma peça de teatro, que exige mudança de cenário. Um intervalo marca a passagem de um acto a outro.
 
Actor
Aquele que representa uma ou mais personagens numa peça de teatro.
 
Cena
Subdivisão de um acto. Em cada cena, sai uma personagem ou entra outra.
 
Cenógrafo
Responsável pela criação/execução dos cenários.
 
Didascália
Indicação cénica que se refere à caracterização (atitudes) das personagens em vários momentos da peça, à sua movimentação em cena (entrada, saída, etc.), aos lugares em que se passa a história e ao tempo em que ela decorre.
 
Guarda-roupa
Conjunto de trajes que são pertença de uma companhia de teatro para desempenho dos actores em diferentes peças.
 
Papel
Parte da peça teatral que compete a cada actor desempenhar.
 
Contra-regra
Aquele que marca a entrada dos actores em cena.
 
 Deixa
Palavra ou palavras do fim da fala de uma personagem, que determinam quando a outra personagem deve iniciar o seu discurso/a sua fala.
 
Aparte
Falas de uma personagem que, segundo as convenções (regras) teatrais, se destinam a ser ouvidas pela público e não pelas outras personagens.
 
Bastidores
Espaços por detrás e ao lado do palco, fora da vista dos espectadores, onde os actores esperam pela sua entrada e onde se guardam os adereços e outros materiais.
 
Contracenar
Representar em contracena. Contracena significa estar fora da cena principal. Enquanto algumas personagens dialogam realmente, outras, em contracena, fingem dialogar para atingir determinado objectivo.
 
Palco
Parte do teatro onde os actores representam.
 
Ponto
Pessoa que, durante na peça e escondida do público, lê o texto, em voz baixa, aos actores quando eles se esquecem das suas falas.
 
Público
Pessoas que assistem à representação de uma peça de teatro.
 
Autor/Dramaturgo
Autor de peças.
 
Caracterizador(a)
Pessoa que caracteriza, que cria no actor uma face consentânea ao papel que ele vai desempenhar. Vários recursos/materiais são utilizados para alterar uma face.
 
Director(a)
Responsável máximo por uma companhia de teatro.
 
Encenador (encenação)
Aquele que idealiza o espectáculo teatral, dirigindo os actores nos seus papeis, levando à cena um texto original ou adaptação de um original.
 
Figurinista
Técnico de teatro que se ocupa dos modelos, dos figurinos (vestuário, maquilhagem, penteado e outros complementos).
 
Fotógrafo (fotografia)
Técnico especializado que regista os momentos, as cenas de uma peça de teatro. Pode acumular com as funções de operador de vídeo.
 
 
Luminotécnico
O responsável pela iluminação, pelo efeito das luzes em cena.


Produtor (produção)
Cargo que tem como objectivo organizar, coordenar a realização de uma obra artística.
 
Sonoplasta (sonoplastia)
Pessoa responsável pela selecção e execução dos efeitos acústicos que constituem o fundo sonoro de uma peça de teatro.
à representação.
 
Teatro
Lugar onde se representam peças de teatro; conjunto das obras dramáticas de um autor ou de um país; arte de representar; profissão de actor ou de actriz; fingimento.
 
Acção
Assunto, enredo, intriga, história(s) de uma peça e teatro.
 
Acto
Cada uma das divisões de uma peça de teatro, que exige mudança de cenário. Um intervalo marca a passagem de um acto a outro.
 
Actor
Aquele que representa uma ou mais personagens numa peça de teatro.
 
Cena
Subdivisão de um acto. Em cada cena, sai uma personagem ou entra outra.
 
Cenógrafo
Responsável pela criação/execução dos cenários.
 
Didascália
Indicação cénica que se refere à caracterização (atitudes) das personagens em vários momentos da peça, à sua movimentação em cena (entrada, saída, etc.), aos lugares em que se passa a história e ao tempo em que ela decorre.
 
Guarda-roupa
Conjunto de trajes que são pertença de uma companhia de teatro para desempenho dos actores em diferentes peças.
 
Papel
Parte da peça teatral que compete a cada actor desempenhar.
 
Contra-regra
Aquele que marca a entrada dos actores em cena.
 
 
 
Deixa
Palavra ou palavras do fim da fala de uma personagem, que determinam quando a outra personagem deve iniciar o seu discurso/a sua fala.
 
Aparte
Falas de uma personagem que, segundo as convenções (regras) teatrais, se destinam a ser ouvidas pela público e não pelas outras personagens.
 
Bastidores
Espaços por detrás e ao lado do palco, fora da vista dos espectadores, onde os actores esperam pela sua entrada e onde se guardam os adereços e outros materiais.
 
Contracenar
Representar em contracena. Contracena significa estar fora da cena principal. Enquanto algumas personagens dialogam realmente, outras, em contracena, fingem dialogar para atingir determinado objectivo.
 
Palco
Parte do teatro onde os actores representam.
 
Ponto
Pessoa que, durante na peça e escondida do público, lê o texto, em voz baixa, aos actores quando eles se esquecem das suas falas.
 
Público
Pessoas que assistem à representação de uma peça de teatro.
 
Autor/Dramaturgo
Autor de peças.
 
Caracterizador(a)
Pessoa que caracteriza, que cria no actor uma face consentânea ao papel que ele vai desempenhar. Vários recursos/materiais são utilizados para alterar uma face.
 
Director(a)
Responsável máximo por uma companhia de teatro.
 
Encenador (encenação)
Aquele que idealiza o espectáculo teatral, dirigindo os actores nos seus papeis, levando à cena um texto original ou adaptação de um original.
 
Figurinista
Técnico de teatro que se ocupa dos modelos, dos figurinos (vestuário, maquilhagem, penteado e outros complementos).
 
Fotógrafo (fotografia)
Técnico especializado que regista os momentos, as cenas de uma peça de teatro. Pode acumular com as funções de operador de vídeo.
 
 
Luminotécnico
O responsável pela iluminação, pelo efeito das luzes em cena.


Produtor (produção)
Cargo que tem como objectivo organizar, coordenar a realização de uma obra artística.
 
Sonoplasta (sonoplastia)
Pessoa responsável pela selecção e execução dos efeitos acústicos que constituem o fundo sonoro de uma peça de teatro.
publicado por Xipsi às 16:07

Estou a ler!

11.04.08
Neste momento estou a ler Uma Aventura em Fraça de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada até este momento stou a adorar a historia e podem esperar um breve resumo.
publicado por Xipsi às 09:59

Uma Aventura no Alto Mar.

01.04.08

O número 50 da colecção do livro de Uma Aventura é dado o nome de “Uma Aventura no Alto Mar” de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

Em que a história retrata um passeio num pequeno barco que durante o percurso se vira e os cinco amigos são ajudados por um grupo de traficantes disfarçados de pescadores que os obrigam a trabalhar como escravos, mas um dia pararam numa ilha em que encontraram um antigo escravo daquele barco, eles revoltam-se e fogem no barco deixando toda a tripulação na ilha. Certo dia acabou o combustível e os mantimentos, mas entretanto fora salvos por um barco de cientistas que iam a caminho da Antártida, e quando lá chegaram ajudaram-nos nos trabalhos de campo enquanto esperavam que alguém os viesse buscar.

    Entretanto os cúmplices dos traficantes foram busca-los á ilha e tentaram vingar-se dos seus eis reféns, contudo não o conseguiram e acabaram por ser presos! 

<i>Uma Aventura no Alto Mar</i>

publicado por Xipsi às 11:39

Uma Aventura no Deserto.

01.04.08

Gostei desta aventura porque a história começa por um passeio de barco de pescadores que embate contra outro e depois naufraga, e vão ter ao deserto do Saara e lá vão ser ajudados por um grupo de Tuaregues, e até voltarem a Portugal ainda vão passar por muitos conflitos e aventuras!

publicado por Xipsi às 11:37

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  • bom demais mas a alcoviteira era uma rapariga
  • Falta o enforcado, assim não tem muito jeito.
  • Eu queria saber a caracterização do anjo, pois na ...
  • Olha muito bom cabrões
  • A Brízida Vaz tem como destino final a barca do di...
  • Obrigado vou ter teste daqui a 10 horas espero qe ...
  • falta o enforcado
  • Excelente síntese a melhor que encontrei na net......
  • A historia nem e assim!!!
  • Senti falta do enforcado :c

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