Este livro conta a história de um cavaleiro que morava na Dinamarca com a sua família A maior festa do ano, era a noite de Natal onde se juntava a família e amigos. Num determinado Natal anunciou que iria fazer uma viagem, e no próximo ano estaria em Jerusalém e só daqui a dois anos é que estaria de regresso.

E assim aconteceu, na Primavera, o cavaleiro deixou a floresta e lá foi em direcção de Jerusalém, e chegou muito antes do Natal às costas da Palestina.

Quando chegou o dia de Natal ao fim da tarde, o cavaleiro dirigiu-se para a gruta de Belém, e ali rezou toda a noite.

Depois da sua peregrinação até Jerusalém cumprida, tinha outra peregrinação que era voltar para casa, e assim foi seguiu alguns peregrinos, em que o cavaleiro criou uma grande amizade com um mercador, que era de Veneza.

A ida para Dinamarca começou por partir do porto Ravêna, ele ficou muito impressionado com a sua beleza, e o seu amigo propôs-lhe uma viagem até Veneza, o mercador alojou-o no seu palácio e em sua honra multiplicou as festas.

Durante o dia percorriam de gôndola a cidade, á noite ceavam ao som de alaudes, certa noite o cavaleiro foi a varanda e perguntou quem morava em frente, e o veneziano disse que era um parente seu, órfã de pai e mãe. Quando era criança o seu tutor Jacob prometeu-a em casamento a Arrigo que era um parente seu, mas Vanina fez 18 anos e não quis casar, por isso Jacob nunca mais a deixou sair de casa, até que um dia ela conheceu um rapaz, casou e fugiu com ele.

Passando um mês o mercador disse ao cavaleiro para se associar aos seus negócios, e passando três dias o cavaleiro partiu, em Maio chegou a Florença, e ficou encantado com a sua beleza. Um banqueiro hospedou-o, e ao jantar o cavaleiro admirou-se com a sua sabedoria, a meio do jantar levantou-se uma discussão sobre a obra do Guioto, e o cavaleiro perguntou quem era Guioto, respondeu-lhe  que era um pintor e que foi discípulo de Cimabué que tinha sido o 1º pintor da Itália, e Guioto retractou o seu amigo Dante o maior poeta e que tinha conhecido os segredos deste e do outro mundo e com nove anos de idade apaixonou-se por Beatriz, um dia ela morreu e aos 18 anos ele perdeu-se numa floresta, viu uma sombra, era Virgílio que vinha de parte de Beatriz e disse para o seguir. Contou o que se tinha passado, mas ninguém acreditou.        Passando três dias o cavaleiro deixou Florença e foi até Génova, tremendo de febre foi bater a porta de um convento, e os frades trataram-no e quando finalmente se curou, viajou até Génova, e quando lá chegou o negociante hospedou-o, passando um mês o cavaleiro disse ao comerciante que queria seguir por mar, mas o comerciante disse que ninguém se arrisca a navegar para Norte.

Mas o cavaleiro não aceitou e seguiu viajem, quando finalmente na antevéspera do Natal chegou a uma pequena povoação que ficava a poucos quilómetros da sua floresta, foi recebido com grande alegria pelos seus amigos que lhe ofereceram um cavalo.

Após a estadia, despediu-se e seguiu o seu caminho mas perdeu-se e em desespero rezou a oração dos anjos e foi assim que na massa escura dos arvoredos, ao longe começou  a crescer uma pequena claridade, também o seu cavalo tinha visto a luz e reunindo a força do homem e do animal recomeçaram a andar, ao chegar perto viu a maior árvore da floresta, estava coberta de luzes. Porque os anjos do Natal a tinham enfeitado com dezenas de pequeninas estrelas para guiar o cavaleiro.

publicado por Xipsi às 12:39