Já as aulas tinham acabado e Eduardo ia de férias para Espanha, num comboio comprido e azul.
Eduardo sentou-se ao lado de uma jovem que parecia ter mis ou menos a sua idade, ela era muito elegante, que rapidamente se apercebeu que era cega, ao ver aquela vara característica dos cegos, usada para se guiarem.
Ia a viajem sensivelmente a meio quando a rapariga começou a falar para ele, perguntando-lhe o nome ao qual ele lhe respondeu:
-Chamo-me Eduardo, e tu?
-Eu chamo-me Maria, olha Eduardo podias-me fazer um favor?
-Sim claro, se eu puder!
- Como já deves ter reparado, eu sou cega, e como dizem que este percurso de comboio é muito bonito, podias-me descrevê-lo?
- Sim claro!
E lá começou o Eduardo a descrever a paisagem:
- Entrámos agora numa zona muito arborizada com pinheiros e eucaliptos, perto do chão exitem pequenos arbustos muito verdes onde estam pousados dois pássaros amarelos que devem ter caído de um ninho que está uns metros acima pendurado num ramo de um enorme eucalipto, e ali ao fundo esta um esquilo pendurado num arbusto a tentar apanhar uma amora muito roxa e brilhante que esta encostada a um gigantesco pinheiro, certamente com mais de um século.
Mas quando Eduardo olhou para, viu-lhe uma lágrima escondo pela face, e ele perguntou:
-Porque estás a chorar?
-Porque nestes momentos que passei contigo, senti-me uma pessoa normal, que conseguia ver! Olha Eduardo cheguei ao meu destino, espero voltar a encontrar-te, adeus!
E Maria foi-se embora deixando um papel com uma morada em cima do banco, e Eduardo como é muito curioso foi até essa morada, onde lá encontrou Maria com um prémio nas mãos dizendo:
- Parabéns Eduardo, ganhaste um prémio por teres lidado bem perante a situação passada no comboio!
E Eduardo pensou afinal não era uma simples rapariga mas sim uma actriz.
publicado por Xipsi às 21:35