Situação inesperada

01.06.09

 

Já as aulas tinham acabado e Eduardo ia de férias para Espanha, num comboio comprido e azul.
Eduardo sentou-se ao lado de uma jovem que parecia ter mis ou menos a sua idade, ela era muito elegante, que rapidamente se apercebeu que era cega, ao ver aquela vara característica dos cegos, usada para se guiarem.
Ia a viajem sensivelmente a meio quando a rapariga começou a falar para ele, perguntando-lhe o nome ao qual ele lhe respondeu:
-Chamo-me Eduardo, e tu?
-Eu chamo-me Maria, olha Eduardo podias-me fazer um favor?
-Sim claro, se eu puder!
- Como já deves ter reparado, eu sou cega, e como dizem que este percurso de comboio é muito bonito, podias-me descrevê-lo?
- Sim claro!
E lá começou o Eduardo a descrever a paisagem:
- Entrámos agora numa zona muito arborizada com pinheiros e eucaliptos, perto do chão exitem pequenos arbustos muito verdes onde estam pousados dois pássaros amarelos que devem ter caído de um ninho que está uns metros acima pendurado num ramo de um enorme eucalipto, e ali ao fundo esta um esquilo pendurado num arbusto a tentar apanhar uma amora muito roxa e brilhante que esta encostada a um gigantesco pinheiro, certamente com mais de um século.
Mas quando Eduardo olhou para, viu-lhe uma lágrima escondo pela face, e ele perguntou:
-Porque estás a chorar?
-Porque nestes momentos que passei contigo, senti-me uma pessoa normal, que conseguia ver! Olha Eduardo cheguei ao meu destino, espero voltar a encontrar-te, adeus!
E Maria foi-se embora deixando um papel com uma morada em cima do banco, e Eduardo como é muito curioso foi até essa morada, onde lá encontrou Maria com um prémio nas mãos dizendo:
- Parabéns Eduardo, ganhaste um prémio por teres lidado bem perante a situação passada no comboio!
E Eduardo pensou afinal não era uma simples rapariga mas sim uma actriz.
publicado por Xipsi às 21:35

O velho e o mar

19.05.09
publicado por Xipsi às 20:07

Deserto do Kalahari

19.05.09
publicado por Xipsi às 16:05

Evolução da Lingua

16.05.09
publicado por Xipsi às 16:30

Influências mentais

29.04.09

 

      Hoje em dia um herói para um adolescente é uma pessoa famosa, que se vista bem, que seja bonita, e por vezes, também é importante numa determinada área em que se destaca.
      Essas características, na minha opinião, referem-se a um ídolo que é completamente diferente. Um ídolo é normalmente uma pessoa que habitualmente se destaca podendo ser nos meios de comunicação e devido a causas totalmente absurdas tais como uma gravidez, o seu casamento, etc.., coisas sem interesse algum. Enquanto que um herói não é aquele que é exposto nas capas de revistas, mas sim aquele que tem grandes feitos sem no entanto ser reconhecido.
      Há um aspecto que por vezes me revolta nos seguidores dos ditos “ídolos” que é, seguirem todos os passos da pessoa em comum, ou seja, vestem-se, agem da mesma forma que esses ídolos.
      Na minha opinião acho que cada pessoa deveria ter o seu uma personalidade própria, ou seja, um seu estilo de vestir da forma que bem entende e agir de forma autónoma. Porque os ídolos tal como as modas são passageiros.
publicado por Xipsi às 19:00

A minha opinião sobre o significado de uma porta

22.04.09

 

Para mim uma porta é um objecto normalmente feito em madeira que serve para separar ou distinguir duas realidades. A porta simboliza uma entrada ou uma saída para um ambiente geralmente diferente que separa o silêncio do barulho, o exterior do interior, etc.
Normalmente as salas de aulas têm uma porta por dois motivos, para proteger do barulho e para diferenciarem o espaço exterior de recreio da sala de aulas.
Serve também para distinguir o espaço de aprendizagem do espaço de lazer e euforia.

 

 

 

publicado por Xipsi às 18:37

Biografia de Eça de Queirós

15.04.09

José Maria de Eça de Queirós nasceu numa casa da praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro da cidade; foi baptizado na Igreja Matriz de Vila do Conde. Filho do brasileiro José Maria Teixeira de Queirós e de Carolina Augusta Pereira d'Eça.

Eça de Queirós foi batizado como "filho natural de José Maria d'Almeida de Teixeira de Queiroz e de Mãe incógnita".

Este misterioso assento dever-se-á ao facto de a mãe do escritor, Carolina Augusta Pereira de Eça, não ter obtido consentimento da parte de sua mãe, já viúva do coronel José Pereira de Eça, para poder casar.

De facto, seis dias após a morte da avó que a isso se opunha, casaram os pais de Eça de Queirós, já o menino tinha quase quatro anos. Por via destas contingências foi entregue a uma ama, aos cuidados de quem ficou até passar para a casa de Verdemilho em Aradas, Aveiro, a casa da sua avó paterna que em 1855 morreu.

Nesta altura foi internado no Colégio da Lapa, no Porto, de onde saiu em 1861, com dezasseis anos, para a Universidade de Coimbra onde estudou direito.

Além do escritor, o casal teria mais seis filhos.

Estátua na Póvoa de Varzim

O pai era magistrado, formado em Direito por Coimbra. Foi juiz instrutor do célebre processo de Camilo Castelo Branco, juiz da Relação e do Supremo Tribunal de Lisboa, presidente do Tribunal do Comércio, deputado por Aveiro, fidalgo cavaleiro da Casa Real, par do Reino e do Conselho de Sua Majestade. Foi ainda escritor e poeta.

Em Coimbra, Eça foi amigo de Antero de Quental. Seus primeiros trabalhos, publicados como um folhetão na revista "Gazeta de Portugal", apareceram como colecção, publicada depois da sua morte sob o título Prosas Bárbaras.

Em 1869 e 1870, Eça de Queirós viajou ao Egipto e visitou o canal do Suez que estava a ser construído, que o inspirou em diversos dos seus trabalhos, o mais notável dos quais o O mistério da estrada de Sintra, em 1870, e A relíquia, publicado em 1887. Em 1871 foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino.

Quando foi despachado mais tarde para Leiria para trabalhar como um administrador municipal, escreveu sua primeira novela realista da vida portuguesa, O Crime do Padre Amaro, que apareceu em 1875.

Aparentemente, Eça de Queirós passou os anos mais produtivos de sua vida em Inglaterra, como cônsul de Portugal em Newcastle e em Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, A Capital, escrito numa prosa hábil, plena de realismo. Suas obras mais conhecidas, Os Maias e O Mandarim, foram escritas em Bristol e Paris respectivamente.

Seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do séc XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara ambientada no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz.

Morreu em 1900 em Paris. Está sepultado em Santa Cruz do Douro.

Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente 20 línguas.

Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra.

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/E%C3%A7a_de_Queir%C3%B3s

 

publicado por Xipsi às 17:59

O que estou a ler

07.04.09

  Neste momento estou a ler " Uma aventura na Serra da Estrela" e estou a gostar muito. Em

breve colocarei um pequeno  resumo.

 

 

Imagem

 

publicado por Xipsi às 13:32

"No moinho"

24.03.09

 Com uma breve pesquisa descobri isto na web sobre " No moinho" de Eça de Queiros.

 Decidi fazer esta pesquisa com a finalidade de ajudar os meus colegas e a mim mesmo a compreender melhor esta obra que iremos analizar.

 

No moinho (Conto), de Eça de Queirós
Com enredo muito parecido com o de O primo Basílio, em uma linha acentuadamente naturalista, o conto No Moinho tem um problema relativo à construção da protagonista. A falta de coerência marca a trajetória que vai da “senhora modelo”, que vive para cuidar do marido inválido e dos filhos doentes, à mulher promíscua, que pensa em apressar a morte do marido e deixa os filhos sujos e sem comida até tarde. Toda esta transformação de caráter provocada pelo simples beijo de um primo.

Apesar da variedade temática, pode-se perceber no conto de Eça uma grande preocupação com as dores humanas. Seus personagens são em geral tristes, alguns céticos, outros ingênuos, mas sempre atormentados.

Neste conto como em outros, os eventos surgem no discurso narrativo seguindo a sua ordem cronológica.

Os eventos são relatados linearmente, delineando três situações diferentes para a personagem protagonista:

— a da enfermeira zelosa;
— aquela em que conhece e se apaixona por Adrião;
— aquela em que se entrega a leituras românticas desencadeadoras de imaginários falsos e perniciosos.

O final adúltero é a consequência lógica e determinística deste percurso. O elemento desencadeador da ação é Adrião, cuja chegada vem alterar o decorrer monótono, mas pacífico, da vida de D. Maria da Piedade, causando diferentes atitudes e comportamentos. A sua visita instaura o conflito necessário à narrativa.

O espaço e o tempo da história — uma vila de província e um tempo contemporâneo — são facilmente reconhecíveis pelo leitor, porque se apresentam idênticos à sua própria vivência.

No moinho é um conto que prescreve que o leitor imagine aquela história como verdadeira. Trata-se de uma forma específica de desencadear o imaginar muito utilizada pela ficção realista.

Personagens principais

D. Maria da Piedade - protagonista. Caracterizada como "uma loura, de perfil fino, a pele ebúrnea, e os olhos escuros de um tom de violeta, a que as pestanas longas escureciam mais o brilho sombrio e doce", surge no início do conto com a imagem angélica de mulher sacrificada e dedicada às doenças do marido e dos filhos, vivendo isolada do mundo e da vida social. A chegada de Adrião, primo do marido, modifica esta existência: uma fugaz atração sentimental por essa figura viril e atrativa induz Maria da Piedade num "romantismo mórbido" que a leva ao adultério.

Adrião: primo de João Coutinho, é escritor famoso e homem público. Adrião projeta, sobre a vila em que vive D. Maria da Piedade a sua fama de "herói de Lisboa, amado das fidalgas, impetuoso e brilhante, destinado a uma alta situação no Estado". Também por isso, a sua figura viril e sedutora atrai Maria da Piedade a uma fugaz aventura, resultado de um comportamento masculino de índole donjuanesca.

Enredo

A história do conto No Moinho é composta pela narração de parte da vida de D. Maria da Piedade, uma senhora modelo, loira e linda, casada com João Coutinho — rico mas entrevado —, que toma conta da sua casa, trata das doenças do marido e dos filhos, agindo como uma zelosa enfermeira. A chegada de Adrião, primo do marido, que embora seja romancista é caracterizado como um homem robusto, vem alterar a rotina deste modo de viver. Depois de o ajudar a vender uma propriedade, D. Maria da Piedade vai com ele visitar um moinho velho; e Adrião, cortejando a prima, fala-lhe de uma vida a dois, ali, no moinho, e dá-lhe um beijo. Adrião parte logo para Lisboa, mas esta experiência leva D. Maria da Piedade a imaginar um outro modo de vida. Começa a ler romances e a não cuidar dos seus doentes. Envolvida num "romanticismo mórbido", acaba por cometer adultério com o sebento praticante da botica.

 

 
publicado por Xipsi às 20:29

O poema que mais gosto

24.03.09

A vida

A vida é uma incógnita moldável…
Uma incógnita nos acontecimentos,
Uma incógnita ate nos nossos próprios pensamentos!
Na vida nada podemos conceber,
Devemos apenas viver…
E como é viver bem?
Viver bem é sermos nos próprios,
Seguindo sempre os nossos horizontes…
Apesar dos cruzamentos,
Que nos possam surgir em certos momentos!
Cruzamentos provenientes de maldades do inimigo,
Cruzamentos que tentam tirar-nos o sentido…
Os nossos passos devem ser dados sem olhar para a multidão,
O nosso ser pode ser a melhor sensação.
E um dia o sol brilhará,
Da maneira menos esperada,
Da maneira jamais idealizada…
Não deixes a maldade entrar no teu mundo,
Vive o bem em qualquer segundo
E acordarás um dia feliz  por tudo aquilo que deixaste na mente de qualquer ser,
Acordarás e perceberás o que é afinal viver!
publicado por Xipsi às 20:25

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  • Falta o enforcado, assim não tem muito jeito.
  • Eu queria saber a caracterização do anjo, pois na ...
  • Olha muito bom cabrões
  • A Brízida Vaz tem como destino final a barca do di...
  • Obrigado vou ter teste daqui a 10 horas espero qe ...
  • falta o enforcado
  • Excelente síntese a melhor que encontrei na net......
  • A historia nem e assim!!!
  • Senti falta do enforcado :c
  • Não há o enforcado?

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